História da Mestra Alaíde

Mestra Alaíde

Mestra Alaíde

Alaide de Amorim Lima nasceu na cidade do Gama, Distrito Federal, no dia 27 de agosto de 1979, filha de Antonio da Silva Lima e Zumira de Amorim Lima, é a caçula entre seus irmãos Márcia, Miriam e Marcos. No Gama estudou nas escolas EC 17, CEF 11 e no CEM1 (antigo CG) até concluir seu ensino médio.

Nos meados de 1991, aos 12 anos de idade, na escola SESI da cidade onde nasceu, Alaide teve seu primeiro contato com a capoeira, iniciou com professor Luizinho, o qual ficou um ano e meio, e mais o mesmo período com o professor Abimar, ambos eram alunos corda roxa e pertenciam ao grupo de Capoeira Beribazul do mestre Zulu.

Em outubro de 94 quando participava de uma grande roda de capoeira em homenagem ao aniversário da cidade do Gama (O Fagama), Alaide teve a oportunidade de conhecer o Mestre Robertão, ao vê-la jogar pela primeira vez perguntou onde treinava, em resposta ao mestre afirmou que não estava treinando, mais que já havia feito capoeira no SESI. Robertão a convidou para visitar seu espaço no CAIC de Santa Maria Norte, ela perguntou o que era necessário para fazer parte do grupo “De você só quero que estude e seja uma boa capoeirista” (Mestre Robertão, ao respondeu com voz firme e apertando sua mão). Alaide emocionada agradeceu e passou a treinar 3x por semana no Grupo Evolução com o próprio Robertão que carinhosamente deu-lhe o apelido de Alaide Carga Pesada.

No grupo evolução treinou também, sob supervisão do mestre Robertão, com o professor Antonio Carlos, conhecido como “Cavalo”, atualmente mestre.

Em maio 1995 recebeu sua primeira corda de capoeira, a intermediária (amarela e laranja), esta era a quarta corda do grupo na época. Em dezembro do mesmo ano sua segunda corda foi laranja e verde.

Em 1997 Alaide se tornou monitora do grupo ao receber a corda verde e azul, e findando o ano passou a ser instrutora com a corda de cor azul.

Nesta época fez seu primeiro trabalho social junto do Mestre Peter (também instrutor na época). Juntos começaram a dar treinos na Escola Classe 9 do Gama. Nesta parceria e grande amizade ensinaram a modalidade para de mais de 90 alunos.

Em 1999 recebeu sua tão almejada corda roxa, a de professora, nesta, construiu uma grande história em nome de sua grande paixão que é a capoeira.

Em sua trajetória, uma época parou de estudar, porém ao perceber que era espelho para muitas crianças, jovens e até mesmo adultos, ela voltou a estudar em 2000, terminou seu ensino médio. Logo entrou na faculdade de Educação Física na Universidade Católica de Brasília. Neste período, treinava capoeira 2x por semana. Teve a oportunidade de fazer várias modalidades de esportes. Como atleta da Universidade foi campeã de judô, jiujutsu, capoeira e xadrez conquistando vários títulos para a academia de ensino.

Em 2007 passou a dar aula de capoeira no Projeto Social Ser Mais e no Centro Comunitário Nossa Senhora da Providência-Lago Azul-GO, lá ficou durante três anos, até mudar-se para Goiânia onde também deu aula de capoeira e educação física na Escola Municipal Engenheiro Robinho.

Em 2012 retornou para Brasília, recebeu o convite para trabalhar novamente no Projeto Ser Mais e no Centro Comunitário, passando também a trabalhar no Centro Educacional Compacte.

Deu aula para melhor idade, onde teve o imenso prazer de ter como aluna de honra sua Mãe e atualmente acompanhando na capoeira seu Pai, esses que sempre foram sua inspiração, recebendo deles total incentivo.

Alaide teve a oportunidade de conhecer grandes mestres da capoeira, Mestre Onça Tigre este que trouxe a capoeira para Brasília e recebeu o título de cidadão honorário.

Sempre foi muito dedicada à modalidade, desde quando começou na capoeira sempre participou de campeonatos regionais e a nível nacional, recebeu mais de 20 certificados de participação em campeonatos, foi tetra campeã brasiliense e em 98, 99, 2000 se tornou tri campeã brasileira na modalidade.

Nunca largou sua paixão, sabe da importância da capoeira na sua vida, costumava dizer que respirava capoeira, “ta no sangue”. E está mesmo, foram incontáveis golpes e contragolpes, momentos de alegrias, tristezas que estão para sempre no coração. Viagens inesquecíveis, Paracatu, Rio de Janeiro, São Paulo, inúmeras pessoas passaram pela sua vida, muitas a admiram até os dias atuais e a reconhecem não somente pelo seu talento mais especialmente por sua marca registrada, seus longos cabelos negros, que lembram uma sereia.

Sempre foi muito disciplinada e determinada, defendia e defende orgulhosamente e com muita honra junto com seu grupo o nome dessa arte reconhecida mundialmente e que hoje se tornou patrimônio cultural da humanidade.

Com o passar dos anos, já com quase 17 anos na corda de professora, mais uma vez a capoeira começou a lhe cobrar, percebeu que já não podia mais continuar na corda que tanto almejou, a “roxa”, viu muitos alunos e ex alunos se tornarem professores, contramestre, até mesmo mestre de capoeira.

“Há alguns anos atrás o Mestre Robertão pediu para eu treinar e ajudar o mestre Peter, pois não iria demorar muito para me graduar a Mestra, porém por motivos particulares, precisei me ausentar da capoeira, ou melhor, dois treinos, pois com a capoeira eu nunca parei, hoje é graças a ela que tenho uma profissão. Quando voltei todos prepararam uma festa surpresa, onde eu me tornaria Contramestra, no momento encontravam-se vários convidados, pessoas de fora vieram me prestigiar, minha família estava presente, porém quando soube que pegaria a corda, fiquei muito nervosa, chamei meu mestre em particular e recusei a graduação… na hora foi uma decepção para todos, meu mestre ficou chateado, meu amigo Mestre Peter se sentiu decepcionado, chegou a dizer que eu tinha medo da corda. Porém somente eu sabia o que verdadeiramente passava em minha cabeça, acreditava que ainda não estava na hora, pois precisaria um pouco mais de dedicação. (Mestra Alaide).

Em 2013 retornou para os treinos e passou a se dedicar mais, seu mestre ao perceber que ela estava retornando aos treinos, logo comunicou que já estava na hora se tornar contramestra. Alaide percebeu que não poderia mais recusar, por inúmeros motivos, seu mestre, suas crianças que sempre lhe questionavam.

Em agosto de 2015, aconteceu o batizado e troca de cordas do Grupo de capoeira Ouro Negro/ Capoeira Robertão e a formatura de contramestra de Alaide. Neste dia encontravam-se vários mestres de capoeira, convidados, família, amigos e especialmente seu Mestre Robertão e Mestre Adilsom, o qual tem satisfação de pertencer à linhagem.

Após ser anunciada corda marrom, Alaide jogou por aproximadamente 10 min com os mestres presentes, foi quando o mestre Robertão parou o jogo e relatou para todos a caminhada de sua aluna, a qual considera como filha, falou de sua trajetória na capoeira, da importância dos estudos e terminou suas palavra dizendo “Foi muita luta, muita garra… A corda dela é essa aqui…” e desenrolou a corda vermelha de suas mãos e amarrou na sua cintura dela.

“Aquele foi um momento de muita emoção nunca esperava, me ajoelhei para agradecer a Deus, todos gritaram e me abraçaram de felicidade, alguns brincaram dizendo já estava na hora, mais aceitei a corda vermelha… E hoje quero construir uma nova história no mundo da capoeira…” (Mestra Alaide).

Sua admiração e carinho pelo mestre Robertão é incondicional, este que sempre a respeitou e incentivou a estudar. Alaide tem seu mestre carinhosamente como um verdadeiro pai, jamais esquece a grande mão amiga que a acolheu, acolhe e a ensina sem reservas.

Seu grande amigo irmão até hoje, Peter, por muitos chamados de “almas gêmeas”, aos dois foi dado à responsabilidade pelo mestre Robertão de assumir mais de 90 alunos em 97, ambos se dedicaram e cumpriram com louvor a missão que o mestre os confiou.

Hoje ela dá aula para um pouco mais de 170 alunos divididos nos lugares onde leciona, transmite o conhecimento além da troca de golpes, ensina o respeito ao próximo e suas diferenças e limitações, incentiva a estudar e a valorizar a família e amigos, sua maior satisfação é hoje poder compartilhar sua experiência e aprender com seus alunos que hoje se dedicam, jogam ao som do berimbau e levam no peito o nome CAPOEIRA.

Atualmente Alaide Amorim, aos 38 anos de idade, 27 anos de capoeira, é a primeira Mestra de capoeira formada por Robertão, sendo a 8ª entre todos os mestres formados por Roberto.

Por Danielle Worrel PedagogaAlaide de Amorim Lima nasceu na cidade do Gama, Distrito Federal, no dia 27 de agosto de 1979, filha de Antonio da Silva Lima e Zumira de Amorim Lima, é a caçula entre seus irmãos Márcia, Miriam e Marcos. No Gama estudou nas escolas EC 17, CEF 11 e no CEM1 (antigo CG) até concluir seu ensino médio.

Nos meados de 1991, aos 12 anos de idade, na escola SESI da cidade onde nasceu, Alaide teve seu primeiro contato com a capoeira, iniciou com professor Luizinho, o qual ficou um ano e meio, e mais o mesmo período com o professor Abimar, ambos eram alunos corda roxa e pertenciam ao grupo de Capoeira Beribazul do mestre Zulu.

Em outubro de 94 quando participava de uma grande roda de capoeira em homenagem ao aniversário da cidade do Gama (O Fagama), Alaide teve a oportunidade de conhecer o Mestre Robertão, ao vê-la jogar pela primeira vez perguntou onde treinava, em resposta ao mestre afirmou que não estava treinando, mais que já havia feito capoeira no SESI. Robertão a convidou para visitar seu espaço no CAIC de Santa Maria Norte, ela perguntou o que era necessário para fazer parte do grupo “De você só quero que estude e seja uma boa capoeirista” (Mestre Robertão, ao respondeu com voz firme e apertando sua mão). Alaide emocionada agradeceu e passou a treinar 3x por semana no Grupo Evolução com o próprio Robertão que carinhosamente deu-lhe o apelido de Alaide Carga Pesada.

No grupo evolução treinou também, sob supervisão do mestre Robertão, com o professor Antonio Carlos, conhecido como “Cavalo”, atualmente mestre.

Em maio 1995 recebeu sua primeira corda de capoeira, a intermediária (amarela e laranja), esta era a quarta corda do grupo na época. Em dezembro do mesmo ano sua segunda corda foi laranja e verde.

Em 1997 Alaide se tornou monitora do grupo ao receber a corda verde e azul, e findando o ano passou a ser instrutora com a corda de cor azul.

Nesta época fez seu primeiro trabalho social junto do Mestre Peter (também instrutor na época). Juntos começaram a dar treinos na Escola Classe 9 do Gama. Nesta parceria e grande amizade ensinaram a modalidade para de mais de 90 alunos.

Em 1999 recebeu sua tão almejada corda roxa, a de professora, nesta, construiu uma grande história em nome de sua grande paixão que é a capoeira.

Em sua trajetória, uma época parou de estudar, porém ao perceber que era espelho para muitas crianças, jovens e até mesmo adultos, ela voltou a estudar em 2000, terminou seu ensino médio. Logo entrou na faculdade de Educação Física na Universidade Católica de Brasília. Neste período, treinava capoeira 2x por semana. Teve a oportunidade de fazer várias modalidades de esportes. Como atleta da Universidade foi campeã de judô, jiujutsu, capoeira e xadrez conquistando vários títulos para a academia de ensino.

Em 2007 passou a dar aula de capoeira no Projeto Social Ser Mais e no Centro Comunitário Nossa Senhora da Providência-Lago Azul-GO, lá ficou durante três anos, até mudar-se para Goiânia onde também deu aula de capoeira e educação física na Escola Municipal Engenheiro Robinho.

Em 2012 retornou para Brasília, recebeu o convite para trabalhar novamente no Projeto Ser Mais e no Centro Comunitário, passando também a trabalhar no Centro Educacional Compacte.

Deu aula para melhor idade, onde teve o imenso prazer de ter como aluna de honra sua Mãe e atualmente acompanhando na capoeira seu Pai, esses que sempre foram sua inspiração, recebendo deles total incentivo.

Alaide teve a oportunidade de conhecer grandes mestres da capoeira, Mestre Onça Tigre este que trouxe a capoeira para Brasília e recebeu o título de cidadão honorário.

Sempre foi muito dedicada à modalidade, desde quando começou na capoeira sempre participou de campeonatos regionais e a nível nacional, recebeu mais de 20 certificados de participação em campeonatos, foi tetra campeã brasiliense e em 98, 99, 2000 se tornou tri campeã brasileira na modalidade.

Nunca largou sua paixão, sabe da importância da capoeira na sua vida, costumava dizer que respirava capoeira, “ta no sangue”. E está mesmo, foram incontáveis golpes e contragolpes, momentos de alegrias, tristezas que estão para sempre no coração. Viagens inesquecíveis, Paracatu, Rio de Janeiro, São Paulo, inúmeras pessoas passaram pela sua vida, muitas a admiram até os dias atuais e a reconhecem não somente pelo seu talento mais especialmente por sua marca registrada, seus longos cabelos negros, que lembram uma sereia.

Sempre foi muito disciplinada e determinada, defendia e defende orgulhosamente e com muita honra junto com seu grupo o nome dessa arte reconhecida mundialmente e que hoje se tornou patrimônio cultural da humanidade.

Com o passar dos anos, já com quase 17 anos na corda de professora, mais uma vez a capoeira começou a lhe cobrar, percebeu que já não podia mais continuar na corda que tanto almejou, a “roxa”, viu muitos alunos e ex alunos se tornarem professores, contramestre, até mesmo mestre de capoeira.

“Há alguns anos atrás o Mestre Robertão pediu para eu treinar e ajudar o mestre Peter, pois não iria demorar muito para me graduar a Mestra, porém por motivos particulares, precisei me ausentar da capoeira, ou melhor, dois treinos, pois com a capoeira eu nunca parei, hoje é graças a ela que tenho uma profissão. Quando voltei todos prepararam uma festa surpresa, onde eu me tornaria Contramestra, no momento encontravam-se vários convidados, pessoas de fora vieram me prestigiar, minha família estava presente, porém quando soube que pegaria a corda, fiquei muito nervosa, chamei meu mestre em particular e recusei a graduação… na hora foi uma decepção para todos, meu mestre ficou chateado, meu amigo Mestre Peter se sentiu decepcionado, chegou a dizer que eu tinha medo da corda. Porém somente eu sabia o que verdadeiramente passava em minha cabeça, acreditava que ainda não estava na hora, pois precisaria um pouco mais de dedicação. (Mestra Alaide).

Em 2013 retornou para os treinos e passou a se dedicar mais, seu mestre ao perceber que ela estava retornando aos treinos, logo comunicou que já estava na hora se tornar contramestra. Alaide percebeu que não poderia mais recusar, por inúmeros motivos, seu mestre, suas crianças que sempre lhe questionavam.

Em agosto de 2015, aconteceu o batizado e troca de cordas do Grupo de capoeira Ouro Negro/ Capoeira Robertão e a formatura de contramestra de Alaide. Neste dia encontravam-se vários mestres de capoeira, convidados, família, amigos e especialmente seu Mestre Robertão e Mestre Adilsom, o qual tem satisfação de pertencer à linhagem.

Após ser anunciada corda marrom, Alaide jogou por aproximadamente 10 min com os mestres presentes, foi quando o mestre Robertão parou o jogo e relatou para todos a caminhada de sua aluna, a qual considera como filha, falou de sua trajetória na capoeira, da importância dos estudos e terminou suas palavra dizendo “Foi muita luta, muita garra… A corda dela é essa aqui…” e desenrolou a corda vermelha de suas mãos e amarrou na sua cintura dela.

“Aquele foi um momento de muita emoção nunca esperava, me ajoelhei para agradecer a Deus, todos gritaram e me abraçaram de felicidade, alguns brincaram dizendo já estava na hora, mais aceitei a corda vermelha… E hoje quero construir uma nova história no mundo da capoeira…” (Mestra Alaide).

Sua admiração e carinho pelo mestre Robertão é incondicional, este que sempre a respeitou e incentivou a estudar. Alaide tem seu mestre carinhosamente como um verdadeiro pai, jamais esquece a grande mão amiga que a acolheu, acolhe e a ensina sem reservas.

Seu grande amigo irmão até hoje, Peter, por muitos chamados de “almas gêmeas”, aos dois foi dado à responsabilidade pelo mestre Robertão de assumir mais de 90 alunos em 97, ambos se dedicaram e cumpriram com louvor a missão que o mestre os confiou.

Hoje ela dá aula para um pouco mais de 170 alunos divididos nos lugares onde leciona, transmite o conhecimento além da troca de golpes, ensina o respeito ao próximo e suas diferenças e limitações, incentiva a estudar e a valorizar a família e amigos, sua maior satisfação é hoje poder compartilhar sua experiência e aprender com seus alunos que hoje se dedicam, jogam ao som do berimbau e levam no peito o nome CAPOEIRA.

Atualmente Alaide Amorim, aos 38 anos de idade, 27 anos de capoeira, é a primeira Mestra de capoeira formada por Robertão, sendo a 8ª entre todos os mestres formados por Roberto.

Por Danielle Worrel Pedagoga